Um novo palco para a produção independente
Curitiba se prepara para receber a 8ª edição da Mamute Feira Gráfica, um dos eventos mais expressivos do cenário artístico independente no Brasil. Nos dias 2 e 3 de outubro, a feira ocupa, pela primeira vez, o Museu Oscar Niemeyer (MON), consolidando sua trajetória de crescimento e relevância cultural. O evento, que tem entrada gratuita, transforma o Salão de Eventos do museu em um ponto de encontro para mais de 160 expositores de diversas vertentes da arte gráfica, literária e artesanal.
A iniciativa vai além da exposição de produtos. Segundo Flavia Longo, coordenadora de produção da Mamute, o objetivo central é promover o intercâmbio entre artistas independentes e o público, valorizando a produção autoral como um pilar da economia criativa. “Queremos divulgar e promover artistas independentes e suas obras, sendo um espaço de troca de experiências, criatividade e de valorização da produção artística autoral”, destaca Longo.
Capacitação e o desafio de viver de arte
Um dos diferenciais desta edição é a segunda etapa do LAB MMT, laboratório voltado para o desenvolvimento profissional de criadores. Sob o tema “Território Criativo – Como Viver de Arte?”, o seminário aborda questões práticas que frequentemente desafiam artistas, como sustentabilidade financeira, proteção jurídica e inovação. A programação inclui workshops sobre elaboração de portfólios e contratos, além de mesas de debate sobre o impacto da inteligência artificial e o papel das instituições no apoio à classe artística.
O evento reforça seu compromisso com a acessibilidade ao oferecer intérpretes de Libras em todas as mesas de discussão. Para o público infantil, a programação Mamutinha garante o engajamento das novas gerações com ateliês de arte livre e contação de histórias, conduzida pelo Coletivo Era Uma Vez, transformando o evento em uma experiência familiar completa.
Intervenções urbanas e gastronomia autoral
A 5ª edição da MIRA (Mostra de Intervenções Visuais Urbanas) traz um recorte importante sobre a presença feminina nas artes visuais. Durante os dois dias, artistas como Zafa, Carol Lemes, Bruna Perin e Laura Ridolfi realizam pinturas ao vivo, permitindo que o público acompanhe de perto os processos criativos. Essa interação direta entre artista e espectador é um dos pontos altos da feira, que celebra a potência da mulher na criação contemporânea.
Complementando a experiência, a área gastronômica aposta em fornecedores locais e culinária autoral, com opções que vão desde a gastronomia mexicana até a panificação de fermentação natural. A parceria com a Cervejaria Xamã, que resultou na criação da cerveja “Coragem”, reforça o espírito do evento: uma celebração da valentia necessária para quem escolhe o caminho da arte e da inovação.
Impacto econômico e legado cultural
O sucesso da Mamute Feira Gráfica não é apenas simbólico. Na edição anterior, o evento reuniu mais de 10 mil pessoas e movimentou cerca de R$ 750 mil em negócios diretos para os expositores. Ao longo de sua história, a feira já fomentou mais de R$ 2 milhões em vendas, consolidando-se como um motor de desenvolvimento para a economia criativa local e nacional. A mudança para o MON, um dos principais cartões-postais de Curitiba, sinaliza o amadurecimento do projeto e sua importância no calendário cultural da cidade.
O Notícias Curitiba segue acompanhando os desdobramentos deste e de outros eventos que movimentam a capital paranaense. Para se manter informado sobre o cenário cultural, a economia criativa e os principais acontecimentos da região, continue acompanhando nossas atualizações diárias e reportagens exclusivas.
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