A infraestrutura urbana do Paraná passa por um processo de limpeza e adequação técnica que já apresenta resultados expressivos. Em um esforço conjunto entre a Copel, prefeituras municipais e operadoras de telecomunicações, mais de 120 toneladas de sucata foram removidas da rede aérea em 50 cidades do Estado ao longo de 2026. A ação visa eliminar o excesso de cabos obsoletos, conhecidos popularmente como “fios mortos”, que poluem o visual das cidades e representam riscos à segurança pública.
A força-tarefa pela organização da rede aérea
O acúmulo de fios de internet e telefonia em postes de energia é um problema crônico em diversos centros urbanos brasileiros. No Paraná, a estratégia adotada pela Copel envolve a fiscalização rigorosa das estruturas, seguida pela notificação das empresas de telecomunicações responsáveis pelos equipamentos. O objetivo é garantir que apenas cabos ativos e devidamente identificados permaneçam instalados, reduzindo o peso excessivo sobre os postes e prevenindo acidentes com pedestres e veículos.
Segundo Rafael Buckoski Gonçalves, gerente de Compartilhamento de Estruturas da Copel, a iniciativa é contínua e exige uma coordenação estreita entre o poder público e o setor privado. “É bastante ação, bastante movimentação, sempre pensando em uma rede mais segura para todos. O valor principal da Copel é a segurança para todos”, destaca o gestor sobre a importância da manutenção preventiva.
Expansão das ações e metas superadas
O ritmo das operações tem surpreendido positivamente a companhia. Inicialmente, a meta estabelecida para 2026 era a retirada de 150 toneladas de materiais. No entanto, o volume de trabalho realizado até o momento indica que esse número deve ser superado ainda em outubro. A projeção atual é de que, mantendo o engajamento das operadoras e das prefeituras, o total de sucata removida possa chegar a 200 toneladas até o final do ano.
Somente neste mês, dez municípios paranaenses concentram mutirões de limpeza: Londrina, São José dos Pinhais, Umuarama, Cianorte, Almirante Tamandaré, Ibiporã, Ivaiporã, Cornélio Procópio, Medianeira e Piraquara. Além dessas frentes, cidades como Maringá integram o Procon às ações de fiscalização, enquanto Cascavel prepara um cronograma específico para as próximas etapas, reforçando o caráter regional e descentralizado da iniciativa.
Regulação e responsabilidade das operadoras
A limpeza das redes segue as diretrizes estabelecidas pelas resoluções conjuntas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). É fundamental destacar que a manutenção e a adequação dos cabos de internet e telefonia são obrigações legais das empresas de telecomunicações que utilizam os postes como suporte para sua infraestrutura.
A Copel reforça que a população desempenha um papel crucial na identificação de riscos. Em casos de fios soltos, baixos ou que apresentem perigo iminente, o cidadão deve entrar em contato com a companhia pelo telefone 0800 51 00 116. A orientação principal é evitar qualquer tentativa de manuseio ou aproximação, garantindo que o reparo seja realizado apenas por equipes técnicas capacitadas.
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