Economia

Desemprego no Brasil cai para 5,3% e atinge o menor patamar para o período em 14 anos

Desemprego cai para 5,3% em agosto, o menor nível desde 2012. Brasil bate recordes em carteira assinada e massa salarial, diz IBGE.

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  • O mercado de trabalho brasileiro apresentou um desempenho sólido no trimestre encerrado em agosto de 2026, consolidando uma trajetória de recuperação e…
  • Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira (29) pelo IBGE, a taxa de desocupação recuou…
  • Este é o menor índice registrado para este trimestre específico desde o início da série histórica, em 2012.
Desemprego no Brasil cai para 5,3% e atinge o menor patamar para o período em 14 anos
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O mercado de trabalho brasileiro apresentou um desempenho sólido no trimestre encerrado em agosto de 2026, consolidando uma trajetória de recuperação e crescimento econômico. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira (29) pelo IBGE, a taxa de desocupação recuou para 5,3%. Este é o menor índice registrado para este trimestre específico desde o início da série histórica, em 2012.

O resultado demonstra uma melhora consistente em relação aos períodos anteriores. No trimestre móvel encerrado em maio, a taxa era de 5,6%, o mesmo valor registrado em agosto de 2025. A queda para 5,3% veio em conformidade com as projeções de analistas do mercado financeiro e da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, sinalizando um aquecimento estrutural na geração de postos de trabalho.

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Recorde de ocupação e avanço da carteira assinada no país

Para além da queda na taxa percentual, o volume absoluto de brasileiros inseridos no mercado atingiu patamares históricos. A população ocupada chegou a 103,5 milhões de pessoas, o maior contingente já mensurado pelo IBGE. Em apenas três meses, houve um acréscimo de 774 mil trabalhadores, o que representa uma alta de 0,8% na comparação com o trimestre encerrado em maio.

Um dos pontos mais celebrados pelos especialistas é a qualidade dessa ocupação. O número de empregados no setor privado com carteira assinada também bateu recorde, somando 39,5 milhões de profissionais. Esse movimento indica não apenas a criação de vagas, mas a formalização do trabalho, garantindo direitos fundamentais como o acesso ao FGTS e ao seguro-desemprego.

Por outro lado, a população desocupada — aqueles que estão ativamente em busca de uma oportunidade — caiu para 5,8 milhões de pessoas. Trata-se de uma redução de 4,6% em relação ao trimestre anterior, o que significa que 281 mil pessoas deixaram a fila do desemprego no período.

Indústria e construção civil impulsionam a geração de vagas

A análise setorial revela que o crescimento da ocupação foi puxado principalmente por dois pilares da economia real: a indústria geral e a construção civil. O setor industrial registrou um crescimento de 2%, incorporando 265 mil novos trabalhadores. Já a construção civil teve uma alta ainda mais expressiva, de 4,1%, o que representa 306 mil novas contratações no trimestre.

Esse dinamismo reflete diretamente na massa salarial do país, que alcançou o valor histórico de R$ 385,6 bilhões. Esse montante, que representa a soma de todos os rendimentos dos trabalhadores, teve um crescimento real de 4,8% em um ano. Com mais dinheiro circulando, o consumo das famílias é estimulado, criando um ciclo virtuoso para o comércio e serviços.

  • Rendimento médio: O valor mensal recebido pelo trabalhador ficou em R$ 3.777.
  • Informalidade: A taxa ficou em 37,5%, atingindo 38,8 milhões de pessoas.
  • Desalentados: O grupo de pessoas que desistiu de procurar emprego somou 2,4 milhões.

Previdência social registra maior número de contribuintes da história

A robustez do mercado de trabalho também trouxe reflexos positivos para a sustentabilidade da seguridade social. O Brasil atingiu o maior número de contribuintes para a Previdência já apurado: 68,5 milhões de pessoas. Na prática, isso significa que 66,2% de todos os trabalhadores ocupados estão protegidos por benefícios como aposentadoria, auxílio-doença e pensão.

O IBGE considera como contribuintes tanto os empregados do setor público e privado quanto trabalhadores domésticos e autônomos que realizam o pagamento regular para institutos oficiais (INSS ou regimes próprios). Este dado é crucial para o equilíbrio das contas públicas e para a proteção social da população a longo prazo.

Para entender a magnitude do momento atual, vale lembrar que o desemprego no Brasil chegou a atingir 14,9% durante os picos da pandemia de covid-19, entre 2020 e 2021. A marca atual de 5,3% aproxima o país do pleno emprego técnico, embora o desafio da informalidade ainda persista como um ponto de atenção para as políticas públicas.

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Confira os dados detalhados diretamente no portal oficial do IBGE.

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