A Prefeitura de Curitiba deu um passo decisivo para a modernização da mobilidade urbana ao apresentar os detalhes da nova concessão do transporte coletivo da capital paranaense. O projeto, estruturado com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), visa não apenas renovar a frota, mas implementar mecanismos rigorosos de transparência, auditoria e governança contratual para os próximos 15 anos.
Durante um roadshow realizado na última quinta-feira (24/9), o prefeito Eduardo Pimentel reforçou o compromisso do município em atrair investidores qualificados. O encontro reuniu mais de cem representantes de empresas do setor de transporte e eletromobilidade, destacando o interesse do mercado na licitação que promete transformar a operação da Rede Integrada de Transporte (RIT).
Rigidez no controle e transparência contratual
O novo modelo de concessão estabelece barreiras de integridade desde a fase de licitação. Entre as exigências, destaca-se a identificação detalhada da cadeia societária das empresas, permitindo que o poder público conheça os beneficiários finais. Além disso, a gestão da bilhetagem permanecerá sob controle exclusivo do município, garantindo que a arrecadação tarifária seja direcionada integralmente ao Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC).
Para assegurar a lisura dos processos, os contratos exigirão a implementação de programas de compliance e a submissão das demonstrações financeiras a auditorias independentes. O acesso permanente do Poder Concedente aos dados operacionais e financeiros das concessionárias visa reduzir vulnerabilidades e garantir que os recursos públicos sejam aplicados conforme o planejado ao longo de toda a vigência do contrato.
Qualidade do serviço como indicador financeiro
Uma das inovações mais aguardadas é a vinculação da remuneração das empresas à qualidade do serviço prestado. Segundo o presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Ogeny Pedro Maia Neto, o sistema será avaliado por três pilares: frota, operação e, pela primeira vez, o índice de satisfação dos passageiros. Essa mudança coloca o usuário no centro da estratégia, permitindo que a percepção pública sobre o transporte influencie diretamente os ganhos das operadoras.
Investimentos e eletrificação da frota
O projeto, que prevê um montante de R$ 3,9 bilhões em investimentos, está dividido em cinco lotes. Dois deles concentram-se nas linhas estruturais, como os expressos e Ligeirões, enquanto os outros três focam no atendimento regional e alimentador. A grande aposta para a sustentabilidade é a eletrificação: a meta é incorporar 250 ônibus elétricos à frota entre 2027 e 2031, com 90 unidades previstas logo no início da operação.
Para viabilizar essa transição, a prefeitura investirá na construção de eletropostos nos terminais Capão Raso e Capão da Imbuia. A integração temporal irrestrita também surge como um benefício direto ao passageiro, permitindo trocas de ônibus sem a necessidade de passar por terminais físicos, facilitando a mobilidade urbana e reduzindo o tempo de deslocamento dos curitibanos.
As propostas para a licitação devem ser entregues no dia 17 de novembro na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), com o leilão oficial agendado para o dia 26 de novembro. Para acompanhar os próximos desdobramentos deste projeto e outras notícias relevantes sobre a capital paranaense, continue acessando o Notícias Curitiba, seu portal de referência em informação de qualidade e compromisso com a cidade.
Mais sobre este assunto
Avenida Sete de Setembro tem novo bloqueio para obras do BRT em Curitiba
Bruno Zanek debate a transformação do mercado de luxo em evento do Banco do Brasil
Terra Celta celebra 21 anos de carreira com o lançamento do single Pé na Estrada
Eleições 2026: Paraná registra 404 candidatos na disputa por 30 vagas na Câmara Federal