Saúde

Sarampo em São Paulo: estado registra 40 casos confirmados em 2026

São Paulo registra 40 casos de sarampo em 2026. Especialistas alertam para a baixa adesão à vacinação, que causa 75% das infecções no estado.

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  • A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou, nesta quinta-feira (1º), a notificação de novos diagnósticos de sarampo no…
  • Com a atualização dos dados, o estado atinge a marca de 40 casos confirmados da doença ao longo de 2026.
  • O monitoramento epidemiológico segue em alerta, especialmente na capital, que concentra a maior parte das ocorrências registradas até o momento.
Sarampo em São Paulo: estado registra 40 casos confirmados em 2026
© Paulo Pinto/Agencia Brasil

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou, nesta quinta-feira (1º), a notificação de novos diagnósticos de sarampo no território paulista. Com a atualização dos dados, o estado atinge a marca de 40 casos confirmados da doença ao longo de 2026. O monitoramento epidemiológico segue em alerta, especialmente na capital, que concentra a maior parte das ocorrências registradas até o momento.

Distribuição geográfica e perfil dos pacientes

De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP), os registros mais recentes referem-se a pacientes residentes na capital paulista. Entre os novos infectados estão dois homens, de 18 e 21 anos, além de uma criança de 1 ano. A análise técnica indica que esses casos estão vinculados a cadeias de transmissão que já vinham sendo monitoradas pelas autoridades sanitárias desde junho.

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Atualmente, a cidade de São Paulo detém 90% dos casos totais do estado, somando 36 ocorrências. As demais notificações estão distribuídas entre São Bernardo do Campo, com dois casos, além de Guarulhos e Santo André, que contabilizam um caso cada. As equipes de vigilância municipal e estadual trabalham para conter a propagação do vírus e, em cidades como Guarulhos e São Bernardo do Campo, há expectativa de encerramento das cadeias de transmissão locais.

O impacto da lacuna vacinal

Um dado que preocupa especialistas em saúde pública é a relação direta entre a ausência de imunização e a contração do vírus. O balanço oficial aponta que, dos 40 casos diagnosticados no ano, 30 pacientes não possuíam histórico vacinal ou apresentavam o esquema de doses incompleto. Essa estatística reforça a necessidade de conscientização sobre a importância da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola.

A vacina está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos 645 municípios paulistas. O esquema vacinal padrão prevê a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade. Para pessoas entre 15 e 29 anos, a recomendação é a aplicação de duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias. Já para a faixa etária de 30 a 59 anos, é necessário comprovar pelo menos uma dose na caderneta, enquanto trabalhadores da saúde devem manter o esquema de duas doses, independentemente da idade.

Medidas de controle e dose zero

Como estratégia de contenção em áreas com maior circulação viral, as autoridades implementaram a chamada “dose zero” para bebês entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, especificamente nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. É importante ressaltar que essa dose extra não substitui as vacinas obrigatórias do calendário nacional; a criança deve seguir o cronograma regular aos 12 e 15 meses.

A vigilância epidemiológica continua acompanhando o cenário de perto, buscando identificar contatos próximos de pessoas infectadas para evitar novos surtos. Para mais informações sobre a situação da saúde pública e orientações sobre vacinação, continue acompanhando o Notícias Curitiba, seu portal de referência para notícias relevantes, atualizadas e com o contexto que você precisa para se manter bem informado.

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