Economia

Governo federal bloqueia mais de 13 mil sites de apostas ilegais no Brasil

Governo federal bloqueia mais de 13 mil sites de apostas ilegais e investiga contas suspeitas de lavagem de dinheiro após proibição das bets.

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  • O cenário das apostas online no Brasil atravessa uma mudança drástica.
  • Desde o dia 25 de setembro de 2026, quando entrou em vigor a proibição das chamadas bets não regulamentadas, o governo federal…
  • Até esta terça-feira (6), foram solicitados os bloqueios de 13.241 plataformas de apostas que operavam à margem da lei, além da remoção…
Governo federal bloqueia mais de 13 mil sites de apostas ilegais no Brasil
© Joédson Alves/Agência Brasil

O cenário das apostas online no Brasil atravessa uma mudança drástica. Desde o dia 25 de setembro de 2026, quando entrou em vigor a proibição das chamadas bets não regulamentadas, o governo federal intensificou uma ofensiva digital sem precedentes. Até esta terça-feira (6), foram solicitados os bloqueios de 13.241 plataformas de apostas que operavam à margem da lei, além da remoção de milhares de perfis e grupos em redes sociais que promoviam esses serviços.

A estratégia de interrupção do fluxo financeiro

A medida, fundamentada em uma Medida Provisória, visa estancar a sangria financeira que, segundo dados do Ministério da Fazenda, drenava diariamente entre R$ 600 milhões e R$ 650 milhões da poupança das famílias brasileiras. O ministro Dario Durigan destacou que a interrupção dessas atividades é um passo fundamental para proteger a renda popular e reduzir a exposição de milhões de cidadãos a riscos financeiros e ao vício em jogos.

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A operação não se limita apenas aos sites. O governo também solicitou a derrubada de conteúdos em diversas plataformas, incluindo 2.974 páginas no Facebook, 560 perfis no Instagram, 900 canais no Telegram, 103 perfis no TikTok, 14 grupos no WhatsApp e um servidor no Discord. Estima-se que esse ecossistema digital de apostas ilegais atingia um público superior a 17 milhões de usuários.

O desafio da devolução de saldos remanescentes

Com o encerramento das operações das plataformas autorizadas, um volume expressivo de capital ficou retido. Após o fim do prazo para saques voluntários, ocorrido na segunda-feira (5), o governo contabilizou R$ 1,325 bilhão ainda pendentes de devolução, valor que pertence a cerca de 26,5 milhões de apostadores. As empresas têm agora até esta quarta-feira (7) para reportar às instituições financeiras os saldos de cada usuário, vinculando os valores aos respectivos CPF’s.

A análise dos dados revela uma alta concentração de capital. Enquanto milhões de contas possuem saldos residuais ínfimos — como os 86,2 milhões de registros com valores entre R$ 0,01 e R$ 0,99 —, apenas 1% dos apostadores, cerca de 200 mil pessoas, detém 80% do montante total que aguarda resgate. Esse cenário reforça a tese de que o mercado era sustentado por uma base massiva de pequenos apostadores, enquanto grandes volumes eram movimentados por uma parcela restrita.

Investigações sobre lavagem de dinheiro

Além da regularização e do bloqueio, o governo federal abriu uma frente de apuração sobre contas com movimentações atípicas. Cerca de 40 contas, que apresentam saldos individuais superiores a R$ 500 mil ou R$ 1 milhão, estão sob análise rigorosa. O objetivo é identificar possíveis indícios de lavagem de dinheiro e verificar se esses recursos possuem vínculos com organizações criminosas, em uma investigação que corre paralelamente ao processo de devolução dos valores aos apostadores comuns.

Para acompanhar os desdobramentos desta medida e outras decisões que impactam a economia e o cotidiano dos brasileiros, continue acompanhando o Notícias Curitiba. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas, relevantes e contextualizadas sobre os temas que moldam o futuro do país.

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