Economia

Mercado financeiro reage ao primeiro turno com dólar em queda e recorde na bolsa

Mercado financeiro reage ao primeiro turno das eleições com dólar em queda e Ibovespa batendo recorde histórico de 207 mil pontos nesta segunda.

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  • O mercado financeiro brasileiro iniciou a semana com um movimento de euforia após a definição dos resultados do primeiro turno das eleições…
  • Nesta segunda-feira (5), o cenário econômico foi marcado por uma valorização expressiva do real e uma euforia sem precedentes na Bolsa de…
  • Otimismo e recorde histórico na bolsa O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma marca histórica ao encerrar o pregão em…
Mercado financeiro reage ao primeiro turno com dólar em queda e recorde na bolsa
© REUTERS/Paulo Whitaker/Proibida reprodução

O mercado financeiro brasileiro iniciou a semana com um movimento de euforia após a definição dos resultados do primeiro turno das eleições presidenciais. Nesta segunda-feira (5), o cenário econômico foi marcado por uma valorização expressiva do real e uma euforia sem precedentes na Bolsa de Valores, refletindo a percepção dos investidores sobre o futuro do cenário político nacional.

Otimismo e recorde histórico na bolsa

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma marca histórica ao encerrar o pregão em 207.190,44 pontos, uma alta expressiva de 7,85%. Durante o dia, o otimismo foi ainda mais evidente, com o indicador alcançando a máxima intradiária de 209.605,70 pontos, superando todos os recordes anteriores. O volume financeiro movimentado, que somou R$ 97,58 bilhões antes dos ajustes finais, demonstra o forte apetite dos investidores por ativos locais.

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Esse movimento de alta não se restringiu ao mercado interno. Em Nova York, o ETF EWZ, que reúne ações de empresas brasileiras, disparou 12,57% no final da tarde. Esse comportamento sinaliza que o capital estrangeiro viu com bons olhos o resultado das urnas, interpretando o cenário como uma redução do chamado prêmio de risco do país, o que historicamente atrai novos investimentos para o Brasil.

Dólar recua e alivia pressão cambial

Na contramão da bolsa, o dólar à vista apresentou uma queda acentuada de 4,12%, fechando o dia cotado a R$ 5,0022. O patamar é o mais baixo registrado desde 21 de maio, quando a moeda encerrou o dia em R$ 5,0004. O recuo é significativo, especialmente considerando que, na sexta-feira (2), a divisa havia subido quase 1%, refletindo a cautela natural que antecede momentos decisivos como uma eleição.

Com esse desempenho, a moeda norte-americana passou a acumular uma queda de 8,87% no ano. A valorização do real foi impulsionada pela leitura do mercado sobre a disputa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que seguem para o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. A expectativa de estabilidade institucional e a redução das incertezas políticas foram os principais motores para a queda da moeda estrangeira.

Contexto global e comportamento das commodities

Embora o mercado interno tenha celebrado o resultado eleitoral, o cenário internacional apresentou nuances distintas, especialmente no setor de energia. O petróleo fechou o dia em queda, com o barril do tipo Brent recuando 1,89%, a US$ 100,32, enquanto o WTI caiu 1,84%, para US$ 89,43. Esse movimento global, contudo, não foi suficiente para frear o entusiasmo dos investidores com os ativos brasileiros.

O comportamento dos mercados internacionais, influenciado pela menor expectativa de novos aumentos de juros nos Estados Unidos, criou um ambiente favorável para ativos de risco em mercados emergentes. Para acompanhar os próximos desdobramentos dessa transição política e seus impactos diretos no seu bolso e na economia nacional, continue acompanhando o Notícias Curitiba. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura jornalística séria, atualizada e com a profundidade que o cenário econômico exige.

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